No verão, casos aumentam em mais de 70%, alerta o Hospital Daniel Lipp

No verão, praias lotadas e o cuidado deve ser redobrado, pois é nessa época que aumentam os casos de micose. A micose de praia é comum no verão porque é na areia que os fungos encontram o ambiente ideal para se reproduzir, com calor e umidade. Os organismos se alimentam da queratina – encontrada na pele, nas unhas e nos cabelos. “Percebemos um aumento de mais de 70% de casos desse tipo no verão, pois as pessoas frequentam ambientes ideais para a proliferação dos fungos“, afirma Dr. Mário Novais, diretor do Hospital Daniel Lipp.

Existem dois tipos mais frequentes das chamadas Micoses Superficiais: a Dermatomicoses – que afetam camadas mais profundas da pele; e Ceratomicoses – que afetam apenas a camada mais superficial da pele.

As Dermatomicoses são transmitidas de uma pessoa para outra, principalmente roupas, chinelos, bordas de piscina e saunas. Elas também são chamadas de Tineas ou Tinhas e podem acometer o couro cabeludo (provocando queda do cabelo) o corpo, os pés e mãos e as unhas. “As dermatomicoses atingem, em geral, as crianças, pois o excesso de oleosidade da pele a partir da puberdade inibe o crescimento dos fungos que produzem as Tineas“, afirma Dr. Mário Novais. Segundo ele, estes fungos gostam de calor e umidade e, por isso, aparecem muito entre os dedos (frieiras).

As micoses de unhas, muito frequentes, exigem um tratamento demorado. Se for feito o uso de remédios orais, este cuidado deve durar 3 semanas. Já se for feito apenas o tratamento com medicação local, é necessário que se trate por 6 meses.

Já as Ceratomicoses são provocadas por um fungo chamado Malassezia furfur e provocam a micose chamada de Ptiríase versicolor. As pessoas apresentam manchas esbranquiçadas confluentes que aparecem principalmente nas áreas mais oleosas da pele, como couro cabeludo, pescoço, região esternal, face, ombros e escápula. Crianças dificilmente possuem este quadro porque somente a partir da adolescência, pela produção aumentada de hormônios, é que a pele fica mais oleosa. “A Ptiriase versicolor, ao contrário do que a maioria das mães acredita, não é transmitida de uma pessoa para outra, mas o ambiente da praia facilita pelo calor, umidade da pele e oleosidade da pele”, afirma Dr. Mário Novais.

De acordo com Novais, o uso de buchas para esfregar a pele na hora do banho, juntamente com uma medicação especifica recomendada por um dermatologista, constituem o tratamento que deve durar 3 a 4 semanas.

Sempre é importante que o médico dermatologista esteja orientando e acompanhando o tratamento.

Dr. Mário Novais
Diretor do Hospital Daniel Lipp

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