Se um dia um vidente previsse que sua filha de apenas 9 anos ficaria gravemente doente aos 40 anos, você faria todo o possível para impedir esta situação? Rezaria, faria promessas, tomaria remédios ou aceitaria procedimentos? Certamente que sim.

Esta é exatamente a situação da vacina contra HPV versus câncer de útero. De uns poucos anos para cá, a vacinação contra o HPV é oferecida gratuitamente nos postos de saúde para meninas de 10 a 13 anos de idade. Esta vacina sabidamente diminui a incidência do câncer de colo de útero, como já foi comprovado em vários países do mundo. No Brasil, a cobertura vacinal ainda é baixa, com um grande número de meninas recebendo somente a primeira dose, o que ainda não protege contra a doença.

Muitos motivos são apontados para esta pequena cobertura, porém o mais citado é a associação da vacinação contra HPV e início de atividade sexual, como se a prevenção fosse uma autorização para o início da atividade sexual. Este argumento é completamente injustificado, sendo fruto de preconceito. A vacina é ofertada nesta faixa etária somente porque é mais eficaz se aplicada antes do início da vida sexual.

Os efeitos colaterais também são extremamente raros e, quando ocorrem, são de pequena gravidade e muito menos intensos do que os observados em outras vacinas.

Desta forma, um pequeno ato é capaz de evitar uma doença grave e com frequência mortal como o câncer do colo de útero. Previna-se!

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